Prótese de Mama

Tenho muitas dúvidas em relação ao tamanho da prótese mamária. Como escolher o tamanho ideal?


Essa é a grande dúvida. o tamanho ideal dever ser conversado durante a consulta médica, onde a paciente deve manifestar seus desejos e expectativas em relação à cirurgia, para que o médico possa apresentar opções de tamanhos e perfis que melhor possam se adequar ao caso. Muitos quesitos são levados em consideração, o principal é o tamanho desejado pela paciente, mas também a sua altura, o diâmetro do tórax, o tamanho das mamas, o peso, via de colocação e outros mais também influenciarão na escolha.




Por onde as próteses podem ser colocadas?


Para a introdução das próteses de silicone são usadas 3 vias de acesso : a via inframamária (pelo sulco), a via areolar e a via axilar. As duas primeiras são as mais usadas. Existem vantagens e desvantagens em relação a elas. A via de acesso é uma decisão que deve ser tomada conjuntamente com o cirurgião, após exposição de todas as informações acerca do assunto. Via inframamária - É a mais comum - Cicatriz de boa qualidade e escondida pelo sulco - Podem ser colocadas próteses de qualquer tamanho - Tem baixo índice de alteração de sensibilidade da aréola Via Areolar - Cicatriz pode ficar um pouco aparente na visão frontal - Aréolas pequenas impossibilitam a colocação de implantes grandes - Alterações de sensibilidade é comum nas aréolas - Pode interferir em uma futura amamentação Via Axilar - A principal vantagem é a ausência de cicatrizes na mama, mas a cicatriz na axila pode ficar aparente - Técnica cirúrgica mais complexa - Recuperação pós-operatória mais demorada Incisões de prótese de mama




Como são as cicatrizes? Ficam aparentes?


As cicatrizes da mamoplastia de aumento, assim como qualquer outra cicatriz, passa por estágios que podem ser didaticamente divididos cronologicamente. Nos primeiros 30 dias, a cicatriz é pouco visível podendo apresentar alguma reação discreta aos pontos cirúrgicos. Após esse período, a cicatriz sofre um espessamento gradual e muda de cor, indo para um tom marrom—avermelhado e então vai clareando progressivamente. Esse estágio é o que mais aflige as pacientes, pois a cicatriz torna-se mais evidente, mas existem diversas medidas que podem ser feitas para atenuar um pouco esse período. Após 12 meses, a cicatriz atinge uma coloração bem mais clara, praticamente já alcança a cor da pele natural e se torna mais macia, adquirindo seu aspecto definitivo.




Quais os tipos de próteses utilizadas?


Elas podem ser divididas segundo diversos critérios. Existem as próteses texturizadas, que são muito usadas, e as próteses texturizadas com revestimento de poliuretano, que é a prótese que nós usamos na maioria das vezes. Em relação a forma, podem ser classificadas em r edonda e anatômica (em gota) e também em perfil baixo, médio, alto e super alto. O tipo adequado deve ser escolhido após anamnese e exame físico e pelo desejo de tamanho e formato da paciente.




É necessária a troca das próteses a cada 10 anos?


Atualmente não é mais necessária a troca das próteses. Costumamos dizer que elas tem um “prazo de validade” indeterminado. Se houver alguma intercorrência como ruptura causada por algum trauma, contratura capsular ou se após muitos anos a paciente desejar fazer suspensão de mamas, aumentar ou diminuir o tamanho, aí elas são trocadas.




Quais são as principais complicações?


Podem ser divididas em complicações precoces e tardias. As precoces são os hematomas, alterações de sensibilidade e infecção. Os hematomas são vistos já no dia seguinte, quando há uma diferença de tamanho entre as mamas. Devem ser drenados no centro cirúrgico e não há repercussão no resultado. As alterações de sensibilidade geralmente se apresentam em torno da cicatriz, quando ela situa-se no sulco, não há grande incômodo. Torna-se desconfortável quando a cicatriz é areolar, onde a sensibilidade pode estar aumentada ou diminuída, entretanto, tende a se normalizar em alguns meses. A infecção é mais rara e caso aconteça, deve ser tratada com curativos e antibióticos. A retirada da prótese pode ser necessária e após 6 meses, pode ser recolocada. A complicação tardia mais comum é a chamada contratura capsular. Nosso organismo desenvolve sobre qualquer prótese nele introduzido uma cápsula fibrosa, sendo este um fenômeno natural. Em certo casos, por fatores ainda não completamente esclarecidos, essa cápsula sofre uma contração, podendo alterar o contorno das mamas e provocar desconforto. A contratura capsular não reflete imperícia do cirurgião, mas sim uma reação atípica do organismo. Hoje em dia existem tratamentos com medicações e técnicas de fisioterapia que melhoram bastante esse quadro, mas há casos onde a prótese tem que ser retirada, junto como a cápsula. Outras técnicas cirúrgicas são usadas para manter o volume das mamas e reduzir os riscos futuros desta complicação. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀




Quanto tempo terei que ficar de repouso?


Nos primeiros 7 dias o ideal é não sair de casa, mas dentro de casa pode se locomover normalmente. Para voltar a trabalhar ou estudar somente após 10 a 15 dias, desde que seja um trabalho que não exija esforço físico ou que passe muito tempo em áreas externas, exposto ao calor e sol. É importante que mantenha os braços colados no corpo, só após 15 dias é permitido levantar os cotovelos até a linha dos ombros. Depois de 30 dias pode movimentar os braços normalmente, mas sem pegar pesos acima de 5kg.




Qual é o tipo de anestesia?


De rotina, fazemos essa cirurgia com anestesia local e sedação. O procedimento dura em torno de 45 minutos.




Vou conseguir amamentar após a cirurgia?


Quando se coloca a prótese pelo sulco mamário, é praticamente certo que irá conseguir, pois esse acesso não afeta em nada a glândula e os ductos mamários. Quando a via de acesso é a areolar, pode haver dificuldades no futuro, pois ocorre destruição de ductos mamários durante o ato cirúrgico.




Minhas mamas são diferentes? Elas vão ficar idênticas?


As mamas podem ser diferentes em vários aspectos, com : 1. Formato 2. Altura da implantação no tórax 3. Volume E mesmo que as mamas sejma muito parecidas, as aréolas é que podem ser diferentes no formato, largura e altura ou então o formato das costelas é que ocasiona a diferença entre as alturas das mamas. Com próteses de perfis diferentes (alro, superalto) e volumes diferentes tentamos equilibrar o máximo possível essas diferenças. É muito difícil deixar totalmente simétrico. As diferenças de volume são as que conseguimos corrigir com maior frequência. Na imagem abaixo, temos alguns exemplos de assimetrias mamárias mais comuns. Essas diferenças podem se combinar e gerar muitas outras situações.





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